Convidamos você para uma experiência especial de conexão com a natureza, a arte e o bem-estar.

 

No dia 25 de julho, das 9h às 14h30, a Fazenda Zuissenkyo abrirá suas portas para um encontro dedicado à prática do Korinka, em um ambiente de tranquilidade, acolhimento e beleza natural.

Entre flores, aromas e sabores, viveremos uma manhã inspiradora com um café da manhã especial na fazenda, seguida de uma vivência prática de Korinka, onde cada participante poderá expressar sua sensibilidade por meio das flores. 

Encerramos o encontro com um delicioso almoço preparado com muito carinho.

Mais do que uma atividade artística, será uma oportunidade para desacelerar, contemplar a beleza da natureza e renovar o olhar para a vida.

 

Investimento: R$ 160,00

(Inclui café da manhã, almoço e flores para a atividade.)

 

Data: 25 de julho de 2026

Horário: 9h às 14h30

Local: Fazenda Zuissenkyo – Mairinque/SP

 

Venha compartilhar momentos de harmonia, gratidão e beleza em meio à natureza.

Reserve seu Convite: (11) 99256-5240

#Korinka #MOABrasil #Natureza #Arte #Sensibilidade #Flores

 

Korinka: quando uma flor transforma o olhar para a vida

Há quem imagine que um arranjo floral seja apenas uma composição de flores e galhos. No Korinka, porém, cada arranjo representa algo muito maior: um encontro entre o ser humano e a beleza da natureza.

Inspirada nos ensinamentos de Mokiti Okada, o Korinka nasceu da compreensão de que a beleza possui um profundo poder de transformação. Ao contemplar uma flor, observar delicadamente um ramo ou perceber o movimento natural de uma folha, despertamos uma sensibilidade capaz de tornar nossa vida mais harmoniosa, serena e feliz.

Mais do que ensinar uma técnica, o Korinka convida a cultivar uma nova forma de olhar. O aprendizado começa de maneira surpreendentemente simples: apreciar uma única flor.

Essa proposta revela uma das características mais marcantes desse estilo. Antes de pensar na composição, aprende-se a observar. A perceber a forma, a textura, o perfume, o peso e o equilíbrio da planta. Cada material vegetal possui sua própria personalidade, sua história de crescimento e sua beleza particular. A função do praticante não é impor uma forma, mas descobrir como aquela flor deseja expressar sua própria natureza.

Para Mokiti Okada, todas as manifestações da natureza possuem vida e merecem respeito. Por isso, no Korinka, evita-se forçar galhos ou modificar excessivamente as plantas. O objetivo é revelar aquilo que já existe de belo, preservando sua vitalidade e suas características naturais.

Outro aspecto singular é que a prática não acontece apenas durante o momento do arranjo. Ela continua no cotidiano.

Ao caminhar por uma praça, observar uma árvore, perceber uma flor que brota discretamente entre as pedras ou contemplar as mudanças das estações, exercitamos um olhar atento para a beleza presente ao nosso redor. Esse treinamento amplia nossa capacidade de perceber o belo também nas pessoas, nos ambientes e nas pequenas experiências da vida diária.

O Korinka também nos ensina que qualquer espaço pode ser transformado. Não são necessários vasos sofisticados nem flores raras. Uma pequena flor em uma xícara, uma garrafa de vidro ou um recipiente simples pode criar um ambiente acolhedor e transmitir paz a quem o contempla. O importante é a intenção de embelezar o espaço e compartilhar essa experiência com os outros.

Ao longo do aprendizado, o praticante desenvolve naturalmente três atitudes fundamentais: o apreço pela beleza, o respeito aos materiais da natureza e o espírito de hospitalidade. Assim, cada arranjo deixa de ser apenas um objeto decorativo para tornar-se uma expressão de cuidado, gratidão e sensibilidade.

Na MOA, o Korinka integra um conjunto de práticas voltadas ao cultivo de uma sociedade mais saudável e harmoniosa. Ao aproximar as pessoas da natureza por meio das flores, fortalece valores como atenção, delicadeza, contemplação e respeito à vida.

Talvez seja justamente essa a maior lição da Korinka: antes de transformar um ambiente com flores, ela transforma silenciosamente quem aprende a enxergar a beleza presente em cada instante.

 

 

Ciclo de Atendimento Contínuo fortalece saúde, acolhimento e bem-estar no Instituto Terapêutico MOA

Nos dias 22 e 23 de maio, o Instituto Terapêutico MOA, localizado na Fazenda Zuissenkyo, em Mairinque (SP), realizou mais uma edição do Ciclo de Atendimento Contínuo, uma vivência especial dedicada ao Método de Saúde Okada e ao cuidado integral do ser humano.

Durante os dois dias, pacientes e colaboradores,  incluindo voluntários vindos de outras cidades para apoiar as atividades,  participaram de uma programação cuidadosamente preparada para proporcionar acolhimento, relaxamento, reflexão e fortalecimento da saúde física, emocional e espiritual.

A recepção aconteceu com um tradicional café da manhã da fazenda, repleto de pães artesanais, geleias, bolos, chás e outras delícias preparadas com carinho. Um momento simples, mas carregado de beleza e afeto, que já introduzia os participantes à atmosfera de cuidado presente em toda a experiência.

Na sequência, os participantes vivenciaram uma atividade de Arte e Cultura inspirada na sensibilidade japonesa, unindo elementos como ikebana, arte do chá e poesias orientais em uma prática contemplativa e interativa. A atividade despertou emoções profundas e reforçou a importância da apreciação do belo como caminho para o equilíbrio interior.

Muitos participantes relataram o quanto foram tocados pelos gestos de carinho e atenção vividos durante a dinâmica. O ato de servir o outro com delicadeza, compartilhar um chá preparado com intenção e apreciar juntos os detalhes da experiência criaram momentos emocionantes e transformadores.

Após a vivência artística, os participantes seguiram para as salas de Terapia de Purificação Okada (TPO), onde permaneceram em atendimento por cerca de duas horas. O ambiente de escuta, acolhimento e cuidado permitiu momentos de profundo relaxamento e fortalecimento interior.

A alimentação também teve papel fundamental no programa. O almoço, preparado majoritariamente com ingredientes orgânicos, trouxe o sabor da culinária da fazenda aliado ao conceito de saúde através da alimentação natural e equilibrada. O cuidado com a apresentação das refeições, a beleza das mesas e o ambiente harmonioso contribuíram para tornar cada momento ainda mais especial.

No período da tarde, a programação continuou com novas sessões terapêuticas, café da tarde e uma sessão de cinema com vídeos voltados à arte e à música. À noite, os participantes desfrutaram de um jantar acolhedor seguido por um círculo de meditação, promovendo serenidade e relaxamento para uma noite de descanso profundo.

O sábado começou com mais um café da manhã especial, seguido pelas atividades terapêuticas e pelo encerramento do ciclo. Em um momento de partilha, os participantes expressaram seus sentimentos e relataram melhorias no estado geral da saúde, corpo, mente e espírito,  além de reforçarem a importância da continuidade dos atendimentos.

Os depoimentos destacaram experiências marcantes de acolhimento, escuta atenta, fortalecimento emocional e renovação interior. Muitos ressaltaram também como a arte, a beleza e o cuidado amoroso presentes em cada detalhe contribuíram significativamente para o processo de bem-estar.

O Ciclo de Atendimento Contínuo reafirma, assim, a proposta do Método de Saúde Okada: promover uma transformação integral por meio da terapia, da arte, da alimentação saudável e da elevação espiritual, oferecendo aos participantes uma oportunidade única de cuidado e reconexão consigo mesmos.

MOA International do Brasil recebe visita de autoridades de Mairinque para fortalecer parcerias em educação, cultura e saúde

A MOA International do Brasil recebeu, no dia 29 de março de 2026, a visita de representantes do poder público do município de Mairinque na Fazenda Zuissenkyo, espaço reconhecido como centro de difusão da filosofia de Mokiti Okada e das práticas voltadas à construção de uma sociedade mais saudável, harmoniosa e feliz.

A comitiva da Prefeitura de Mairinque foi composta pelo Sr. Edmilson de Souza Sampaio, vice-prefeito do município; pelo professor Sandro Mauro do Nascimento, secretário de Educação e Cultura; e pelo Dr. Jorge Luiz Alves Santos, diretor do Departamento de Cultura. A visita teve como objetivo conhecer mais profundamente as atividades desenvolvidas pela MOA e dialogar sobre futuras parcerias nas áreas de educação, arte, cultura e saúde integrativa.

Representando a MOA International do Brasil, participaram do encontro o presidente Ryota Nakaguchi, o voluntário Benedito Tate, a coordenadora da Fazenda Zuissenkyo Mairinque, Regina Shimoyama, e o coordenador do Programa Agricultura Natural, Rinaldo Shimoyama.

Durante a programação, o presidente Ryota Nakaguchi conduziu uma apresentação especial sobre a filosofia de Mokiti Okada, destacando os pilares da organização e sua atuação ao longo de quase quatro décadas em Mairinque. Em sua explanação, ressaltou a importância da formação de indivíduos física e mentalmente saudáveis por meio da integração entre arte, cultura, alimentação natural, agricultura natural e saúde integrativa.

Ao abordar o Método de Saúde Okada, Ryota Nakaguchi enfatizou que o ponto central é a visão de ser humano segundo Mokiti Okada. Explicou que o ser humano é constituído de espírito, sendo este formado por alma, sentimento e espírito. Segundo essa visão, grande parte das causas das doenças está relacionada aos “nublamentos do espírito”, gerados pelos pensamentos, palavras e ações negativas, bem como pelos alimentos que intoxicam o sangue. Também destacou que a purificação do espírito e a adoção de um estilo de vida mais natural e harmonioso são fundamentais para promover saúde, equilíbrio e verdadeira felicidade.

Outro destaque da visita foi a apresentação da relação entre agricultura natural, solo puro e alimentação saudável. A equipe da MOA explicou como a filosofia de Mokiti Okada entende que alimentos cultivados em solo saudável contribuem diretamente para o equilíbrio físico e mental das pessoas. Também foram abordadas as contribuições da arte e da educação na formação das futuras gerações, elevando sentimentos e promovendo uma cultura de paz.

A visita reforçou a aproximação histórica entre a MOA International do Brasil e as gestões públicas de Mairinque, fortalecendo um relacionamento baseado na confiança mútua e na busca por iniciativas em benefício da comunidade local. Ao final do encontro, os representantes do município manifestaram o desejo de realizar uma nova visita, envolvendo também o prefeito, o secretário de Saúde e professores da rede pública de ensino, ampliando o intercâmbio de ideias e possíveis ações conjuntas.

Que venham novas parcerias!

Raízes que nos sustentam: a consciência de quem veio antes

No corre-corre da vida, aprendemos cedo a mirar o horizonte. Planejar, conquistar, evoluir, tudo isso exige que o olhar esteja voltado para frente. E, de fato, esse impulso é essencial para o desenvolvimento humano. Mas há uma dimensão silenciosa que muitas vezes deixamos de lado: aquilo que nos sustenta enquanto avançamos, a nossa ancestralidade.

Assim como uma árvore não existe sem suas raízes, nós também não somos apenas o que projetamos ser. Somos continuidade. Somos resultado.

Cada gesto, escolha ou inclinação carrega, de forma sutil, marcas de quem veio antes. Nossos traços físicos, nossos gostos, a maneira como reagimos ao mundo, tudo isso é atravessado por histórias que não vivemos diretamente, mas que, de alguma forma, vivem em nós. Alegrias, dores, sonhos e superações ecoam através das gerações, compondo uma espécie de memória viva que nos habita.

Quando nos limitamos a olhar apenas para frente, corremos o risco de perder essa conexão. E, com ela, uma parte importante da compreensão de quem nós somos.

Honrar aqueles que vieram antes não precisa estar vinculado a um ritual, crença ou prática religiosa. Pode ser um exercício de consciência. Um reconhecimento de que nossa existência não começou em nós mesmos. A ciência, por exemplo, nos mostra através da genética que carregamos heranças profundas, não apenas biológicas, mas também comportamentais e emocionais. Somos, em muitos aspectos, a soma de inúmeras histórias que se entrelaçam no presente.

Em diferentes culturas, esse reconhecimento aparece de maneiras diversas. Mas, para além de tradições específicas, existe algo universal nesse gesto: lembrar-se de que não estamos isolados no tempo.

Trazer essa consciência para o cotidiano pode ser um convite à presença. Um convite a olhar para si com mais profundidade, compreendendo que suas forças, desafios e até contradições fazem parte de algo maior. Não como um peso, mas como uma base. Um solo fértil de onde novos caminhos podem surgir.

Porque seguir em frente não significa romper com o passado. Significa caminhar sustentado por ele.

E talvez, ao reconhecer isso, possamos viver com mais inteireza, sabendo que cada passo carrega não apenas quem somos hoje, mas também tudo aquilo que nos permitiu chegar até aqui.

Então, Já parou para pensar que olhar para seus ancestrais pode ser, na verdade, um caminho de autoconhecimento? 

Fica o convite!

 

Um convite à serenidade no Instituto Terapêutico do Zuissenkyo

Há lugares que nos convidam a desacelerar. Não apenas fisicamente, mas por dentro. O Instituto Terapêutico localizado no Zuissenkyo é um desses espaços raros, onde o cuidado acontece com simplicidade, silêncio e presença. Em meio à natureza, cada detalhe parece lembrar que o ser humano também precisa de tempo para respirar, reorganizar pensamentos e reencontrar o próprio ritmo.

O Zuissenkyo não é apenas um cenário bonito. É um ambiente cuidadosamente preservado, onde a harmonia entre paisagem, arquitetura e espiritualidade cria uma atmosfera acolhedora e restauradora. Caminhos tranquilos, o verde ao redor, o som suave da natureza e a sensação de estar em um espaço dedicado ao bem-estar fazem com que o visitante, naturalmente, comece a relaxar logo na chegada.

Dentro desse contexto, o atendimento terapêutico de dois dias ganha um significado especial. Não se trata apenas de uma pausa na rotina, mas de uma oportunidade de vivenciar um cuidado mais profundo e contínuo. Ao longo desses dois dias, o corpo desacelera, a mente silencia e emoções que muitas vezes ficam escondidas no dia a dia encontram espaço para se reorganizar. É um tempo que permite observar, sentir e simplesmente estar.

Há algo transformador quando nos permitimos viver esse intervalo com atenção. Pequenos gestos, como caminhar com calma, observar a paisagem ou receber o atendimento terapêutico com presença, passam a ter um valor diferente. O que antes parecia simples revela sua profundidade. E, pouco a pouco, surge uma sensação de leveza — como se o excesso fosse ficando para trás.

O Zuissenkyo oferece justamente isso: um convite gentil para voltar ao essencial. Para lembrar que o cuidado com a saúde também nasce da serenidade, do contato com a natureza e do tempo dedicado a si mesmo. Em dois dias, não mudamos o mundo inteiro, mas podemos mudar a forma como voltamos para ele.

E talvez seja esse o maior presente dessa experiência: sair mais tranquilo, mais consciente e mais confiante de que é possível cultivar bem-estar mesmo na correria do cotidiano. Afinal, quando encontramos um lugar de paz dentro de nós, levamos esse lugar para onde formos.

 

Premiação do 36º Concurso de Desenho Infantil MOA emociona participantes em Mairinque

No dia 21 de março, em um lindo dia de sol, foi realizada a cerimônia de premiação da 36ª edição do Concurso de Desenho Infantil do Museu MOA de Atami, Japão das escolas nipo-brasileiras. O evento aconteceu nas dependências da Fazenda Zuissenkyo, em Mairinque, reunindo crianças premiadas, seus familiares e professores, que contribuíram para tornar esse momento ainda mais especial.

A exposição foi cuidadosamente montada e apresentou diversas obras infantis de estimado valor artístico. Por meio de cores vibrantes e traços marcantes, as crianças expressaram seus sentimentos de forma espontânea e sensível, encantando todos os presentes e demonstrando a força da arte como meio de expressão.

O ambiente foi enriquecido com belíssimos arranjos florais Korinka, que trouxeram ainda mais beleza, harmonia e serenidade ao espaço. Pais e professores puderam vivenciar uma atmosfera de paz e tranquilidade, em sintonia com os valores promovidos pela MOA.

A alegria das crianças ao receberem suas premiações foi um dos pontos altos da cerimônia. Mesmo aqueles que não puderam comparecer estiveram representados por seus professores, garantindo que todos os talentos fossem reconhecidos. Durante o evento, destacou-se também a importância do apoio dos pais e responsáveis, fundamentais no incentivo e desenvolvimento das crianças.

Como ressaltado na ocasião pelo Sr. Ryota Nakaguchi, presidente da MOA, tivemos a sorte de contar com um dia perfeito para a realização da cerimônia. A todas as crianças premiadas, bem como aos pais e responsáveis que sempre demonstraram tanto carinho e apoio, foram dirigidos sinceros parabéns, estendidos também aos professores, pela dedicação em meio às suas agendas tão exigentes.

A Exposição de Arte Infantil do Museu de Artes MOA chega à sua 36ª edição com números expressivos, tendo recebido cerca de 170.000 inscrições provenientes do Japão e de outros 11 países, com a participação de aproximadamente 5.300 escolas. Esses números reforçam a relevância e o alcance internacional da iniciativa.

O concurso tem como objetivo cultivar uma rica sensibilidade e promover o desenvolvimento emocional das crianças, incentivando-as a expressar livremente seus interesses e percepções adquiridos por meio do contato com a natureza, a sociedade e as relações humanas, por meio da pintura e da caligrafia. Além disso, o estímulo às atividades criativas contribui para o desenvolvimento da autonomia, fortalecendo a capacidade de pensar e agir de forma independente na busca por sonhos e objetivos.

A iniciativa também desempenha um papel importante na valorização das tradições culturais e no incentivo ao intercâmbio internacional, promovendo a construção de uma sociedade mais harmoniosa. Nesse sentido, reforça-se a importância de criar ambientes acolhedores e inspiradores para as crianças, tanto nas escolas quanto nas famílias e comunidades.

Durante sua mensagem, Nakaguchi  ressaltou ainda que as obras criadas com alegria possuem um brilho especial e que momentos como esse são oportunidades para apreciar não apenas o próprio trabalho, mas também o dos demais, reconhecendo a beleza e a luz presente em cada criação. Os participantes foram incentivados a observar também a beleza do espaço e dos jardins ao redor, levando consigo essa inspiração para seus lares e convivência diária.

Após a premiação, os participantes desfrutaram de um delicioso almoço preparado com produtos da agricultura natural cultivados na própria fazenda, proporcionando um momento de confraternização e integração entre todos.

Foi, sem dúvida, um dia de arte, celebração e convivência, repleto de alegria e significado, reafirmando o compromisso da MOA com a valorização da cultura, da educação e do desenvolvimento humano.

 

 

A Força da Natureza: o que é?

Para Mokiti Okada, tudo no universo é permeado por uma energia fundamental que sustenta a vida: a energia vital. Essa força invisível, presente na natureza, nos alimentos, na luz do sol e no próprio ambiente em que vivemos, é o que mantém o equilíbrio e a harmonia do ser humano.

Segundo o Método de Saúde Okada, quando estamos em sintonia com a natureza — por meio de uma alimentação mais natural, do contato com a beleza, do cultivo da gratidão e de práticas que purificam corpo e mente — essa energia vital flui de forma mais plena. E quando ela flui, nossa vitalidade aumenta, nosso organismo encontra mais facilidade para se equilibrar e nossa vida ganha mais clareza e bem-estar.

Por isso, fortalecer a conexão com a natureza não é apenas um hábito saudável: é uma forma de nutrir a própria essência da vida.

A Força da Natureza está sempre presente. Quando aprendemos a reconhecê-la e respeitá-la, permitimos que ela atue em nós, despertando saúde, harmonia e propósito.

Agricultura Natural e Sustentabilidade: cultivando a harmonia entre ser humano e natureza

A relação entre o ser humano e a terra sempre esteve no centro da sobrevivência e do desenvolvimento das sociedades. No entanto, ao longo do tempo, muitos modelos de produção agrícola passaram a priorizar apenas o aumento da produtividade, muitas vezes desconsiderando os limites e o equilíbrio da natureza. Nesse contexto, a Agricultura Natural, proposta por Mokiti Okada, surge como um caminho que busca restaurar a harmonia entre o cultivo de alimentos, o meio ambiente e o bem-estar humano.

Para Mokiti Okada, a natureza possui uma força intrínseca capaz de gerar vida em abundância. O solo não é apenas um suporte físico para as plantas, mas um organismo vivo, repleto de micro-organismos e processos naturais que sustentam o crescimento saudável das culturas. A Agricultura Natural baseia-se justamente no respeito a essa força da natureza, evitando a utilização de fertilizantes químicos, agrotóxicos e outros insumos que interferem artificialmente nos ciclos naturais.

Nesse método, o agricultor assume o papel de observador e colaborador da natureza, e não de dominador. Ao compreender as características do solo, o clima, a biodiversidade local e os ciclos naturais, torna-se possível cultivar alimentos de maneira mais equilibrada e sustentável. O objetivo não é forçar a produção, mas criar condições para que a própria natureza manifeste sua capacidade produtiva.

Além de contribuir para a preservação do meio ambiente, a Agricultura Natural também está profundamente ligada à saúde humana. Alimentos cultivados em solos vivos e equilibrados tendem a expressar melhor sua vitalidade, oferecendo uma nutrição mais rica e natural. Dessa forma, a qualidade do alimento passa a ser compreendida como resultado direto da qualidade do ambiente em que ele é produzido.

Outro aspecto fundamental dessa proposta é sua dimensão social. A Agricultura Natural incentiva modelos de produção que valorizam o agricultor, fortalecem comunidades rurais e promovem uma relação mais consciente entre produtores e consumidores. Quando se reconhece que o alimento é fruto da interação entre natureza e trabalho humano, também se fortalece o senso de responsabilidade coletiva pelo cuidado com a terra.

Nesse sentido, falar de Agricultura Natural é também falar de sustentabilidade em seu sentido mais amplo. Sustentabilidade não se resume apenas à preservação ambiental, mas envolve o equilíbrio entre natureza, sociedade e economia. Trata-se de construir sistemas de produção que respeitem os limites do planeta, ao mesmo tempo em que promovam qualidade de vida e dignidade para as pessoas.

A visão de Mokiti Okada nos convida, portanto, a repensar nossa relação com a terra. Cultivar alimentos pode ser mais do que uma atividade econômica: pode ser um ato de respeito à natureza e de cuidado com a vida.

Quando o ser humano aprende a trabalhar em harmonia com os processos naturais, a agricultura deixa de ser apenas produção e passa a ser também um caminho de regeneração — do solo, do ambiente e da própria consciência humana.

Fórum Mundial da Cultura Japonesa propõe diálogo internacional sobre natureza, sociedade e valores culturais

O World Japanese Culture Forum é uma iniciativa internacional que busca promover reflexões profundas sobre o papel da cultura japonesa na construção de uma sociedade mais harmoniosa e sustentável. O evento é organizado pelo Edwin O. Reischauer Institute of Japanese Studies, da Harvard University, em parceria com o MOA Museum of Art, museu localizado em Atami e mantido pela MOA (Mokiti Okada Association).

O fórum surge em um contexto global marcado por desafios complexos, como a expansão da economia mundial, a degradação ambiental e o crescimento acelerado da população. Diante desse cenário, os organizadores propõem uma mudança de paradigma: sair de uma era baseada na competição e avançar para um modelo fundamentado na cooperação, na valorização da vida e na harmonia entre a humanidade e a natureza.

Cultura japonesa como inspiração para um novo paradigma

Para estimular essa reflexão, o fórum reúne convidados de destaque do Japão e de diversos países que atuam na linha de frente de áreas como artes performáticas tradicionais, artesanato, arte contemporânea, música, ciência e esportes. Por meio de palestras e debates, esses especialistas exploram diferentes aspectos da cultura japonesa e discutem como seus valores podem contribuir para enfrentar os desafios contemporâneos.

Um dos pontos centrais do encontro é a ideia de que, na base da cultura e do artesanato japoneses, existe uma visão de mundo que valoriza profundamente a harmonia entre a natureza e a sociedade humana. Essa perspectiva, desenvolvida ao longo da história do Japão e influenciada por seu rico ambiente natural, é considerada pelos organizadores um patrimônio cultural com potencial de inspirar pessoas e instituições em todo o mundo.

Entre os conceitos que orientam o fórum destacam-se a “lógica da vida”, a segurança da vida e a coexistência entre natureza e sociedade, ideias que dialogam com a busca global por um modelo de civilização mais sustentável.

Alcance global e difusão do conhecimento

As sessões do fórum serão gravadas e posteriormente traduzidas para diversos idiomas — incluindo inglês, francês, espanhol, chinês simplificado e tailandês — ampliando significativamente seu alcance internacional. O conteúdo será disponibilizado em diferentes plataformas digitais, incluindo o site oficial do MOA Museum of Art.

A iniciativa pretende alcançar instituições acadêmicas, ministérios, museus e centros de pesquisa ao redor do mundo — cerca de 20 organizações internacionais — além de pesquisadores, estudantes e interessados na cultura japonesa. Os organizadores também esperam atingir um público ainda mais amplo, tanto no Japão quanto em outros países.

Cultura, valores e futuro da humanidade

Em um mundo marcado por divisões, desigualdades e conflitos, o World Japanese Culture Forum busca contribuir para o diálogo internacional sobre novos caminhos para a humanidade. A proposta é mostrar que, além do valor estético e artístico das tradições japonesas, a cultura do país também carrega princípios que ajudam a compreender a relação entre o ser humano, a sociedade e a natureza.

Ao destacar temas como natureza e sociedade humana, lógica da vida e uma era de unidade, o fórum convida o público global a descobrir a profundidade e a relevância dos valores culturais japoneses — e a refletir sobre como esses princípios podem contribuir para a construção de uma civilização mais equilibrada, sustentável e harmoniosa no século XXI.

 

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